COLETOR: ALTERNATIVA AOS ABSORVENTES

Reutilizável e econômico, o coletor menstrual ganha cada vez mais adeptas no Brasil. Saiba tudo sobre os copinhos que estão conquistando a mulherada

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Coletor menstrual | <i>Crédito: Shutterstock
Coletor menstrual | Crédito: Shutterstock

Populares lá fora, mas antes pouco usados no Brasil, os coletores menstruais ganham mais e mais adeptas por aqui. De silicone flexível,  ele são introduzidos no canal vaginal e funcionam como uma espécie de copinho que coleta o sangue. No Facebook, o grupo Coletores Brasil já conta com mais de 31 mil mulheres, que trocam experiências. Embora muitas ainda tenham receio e até certo nojo, especialistas dizem que os coletores são, sim, uma boa alternativa. Curiosa? A ginecologista Patrícia de Rossi, do Hospital do Mandaqui, em São Paulo, esclarece as principais dúvidas sobre eles:

AFINAL, O QUE É?

É um copinho feito de silicone flexível, em que a menstruação é depositada. Ele substitui o uso dos absorventes. 

QUAL A VANTAGEM?

A principal é que ele é reutilizável: basta lavá-lo para usar de novo, o que faz dele um amigo do bolso – já que você não gasta com pacotes de absorventes – e do meio ambiente. Alguns fabricantes prometem até 15 anos de uso, dependendo dos cuidados com o objeto.

COMO FUNCIONA?

O coletor deve ser dobrado antes de ser inserido no canal vaginal, o que o deixa fininho. Como é flexível, ele se desdobra lá dentro, moldando-se à parede da vagina. Os sites dos fabricantes trazem explicações sobre como usá-lo e no YouTube você também encontra vídeos sobre o assunto. Acertar na hora de colocá-lo é uma questão de prática. Dá para se exercitar com ele e dormir sem a preocupação de manchar o lençol!

VAI VAZAR?

“Se bem colocado, não vaza. Quem está começando, pode usar um absorvente por garantia”, diz Patrícia.

FAZ MAL À SAÚDE?

A médica diz que não há aumento do risco de infecção se houver retirada e limpeza do coletor entre 8 e 12 horas, período no qual a proliferação de bactérias não é significativa.

TEM DE HIGIENIZAR?

Em geral, indica-se lavar o copinho com água e sabonete antes de usá-lo de novo. Está num banheiro público? Uma garrafinha de água resolve. É só despejar o conteúdo no vaso sanitário e limpar com a água. Ao fim de cada ciclo, há fabricantes que recomendam esterilizar o copinho, fervendo-o por cinco minutos.

COMO ESCOLHER?

Há quatro tamanhos no mercado – os sites das empresas, em geral, trazem orientações. Alguns modelos possuem uma haste, que pode incomodar, mas dá para cortá-la. Segundo Patrícia, 1 cm de cabinho é suficiente. “Pelo risco de romper o hímen, sugiro que virgens não usem”, diz a médica.

29/07/2015 - 10:01

 

 

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